sexta-feira, 22 de julho de 2011

Definições de amor

Definições de amor

Teorias

Será possível definir cientificamente o amor o e o estado de paixão? Muitos acreditam que sim. Vários cientistas no mundo inteiro já o fizeram. Veja se a sua situação está em alguma destas categorias.
Ao longo dos anos muitos têm tentado estudar a amor. Uns acreditam que se trata de uma estado de alma, outros defendem que é algo ligado directamente ao psicológico. Muitas teorias se têm desenvolvido à volta da questão de estar apaixonado, sendo que existem mesmo alguns que estudaram e catalogaram os diferentes “amores”. Susan Hendrick e Clyde Hendrick desenvolveram uma Escala de Atitudes Amorosas baseados na teoria de Alan John Lee, chamada Estilos de Amor.
Nos seus estudos encontraram dados muito interessantes. Os homens tendem a ser mais lúdicos e maníacos, enquanto que as mulheres tendem a ser mais nervosas e pragmáticas. Relacionamentos baseados em amor de estilos semelhantes tendem a durar mais tempo. Em 2007, investigadores da Universidade de Pavia liderados pelo Dr. Enzo Emanuele forneceram provas da existência de uma base genética para variações individuais como a verificada na Teoria dos Estilos amorosos de Lee. O Eros relaciona--se com a dopamina no sistema nervoso e a Philia está associada à serotonina, também no sistema nervoso.
Outros estudos têm demonstrado que da análise dos cérebros dos indivíduos apaixonados pode concluir- -se que existe uma semelhança com as pessoas portadoras de uma doença mental. O amor cria uma actividade na mesma área do cérebro que a fome, a sede e drogas pesadas, criando actividade Polimerase. Novos amores, portanto, poderiam ser mais emocionais do que físicos. Ao longo do tempo, essa reacção ao amor muda e, diferentes áreas do cérebro são activadas, principalmente naqueles amores que envolvem compromissos de longo prazo. O Dr. Andrew Newberg, um neurocientista, sugere que esta reacção de modificação do amor é tão semelhante ao do vício das drogas, porque sem amor, a humanidade morreria.
Eros
Eros representa a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor que se liga de forma mais clara à atracção física e, frequentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinónimo de relação sexual. Ao contrário vem a Psique, que representa o sentimento mais espiritual e profundo.
Pragma
Pragma (do grego, “prática”, “negócio”) é uma forma de amor que privilegia o lado prático das coisas. O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré-requisitos para o parceiro ou a parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. Procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material. Está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai achar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos? Amor interessado em fazer bem a si mesmo, amor que espera algo em troca.
Philia
Em grego, significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa.
Storge
É o nome da divindade grega da amizade. Por isso, quem tende a ter esse estilo de amor valoriza a confiança mútua, o entrosamento e os projectos compartilhados. O romance começa de maneira tão gradual que os parceiros nem sabem dizer quando exactamente. A atracção física não é o principal. Os “namorados-amigos” não tendem a ter relacionamentos calorosos, mas sim tranquilos e afectuosos. Preferem cativar a seduzir. E, em geral, mantêm ligações bastante duradouras e estáveis. O que conta é a confiança mútua e os valores compartilhados. Os amantes do tipo storge revelam satisfação com a vida afectiva. Acontece geralmente entre grandes amigos. Normalmente os casais com este tipo de amor conhecem-se muito bem um ao outro e, estão juntos durante toda a vida.
Amor platónico
Amor platónico é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou prazeres. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto. Trata-se, contudo, de uma má interpretação da filosofia de Platão, quando vincula o atributo “platónico” ao sentido de algo existente apenas no plano das ideias. Porque ideia em Platão não é uma cogitação da razão ou da fantasia humana.
A Teoria Triangular do Amor de Sternberg
Na Teoria Triangular do Amor, o amor é caracterizada por três elementos: intimidade, paixão e compromisso. Cada um destes elementos pode estar presente em um relacionamento, produzindo as seguintes combinações:
Conexão ou amizade (intimidade)
Infatuation ou limerence (paixão)
Empenho amoroso (empenho)
Amor romântico (intimidade + paixão)
Compromisso amoroso (intimidade + empenho)
Amor Intenso (paixão + empenho)
Amor Consumado (intimidade + paixão + empenho)

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