sexta-feira, 29 de julho de 2011

Manual do Swing!!!




Difícil pra nós, humildes mortais, conseguir fazer uma clara distinção entre amor e sexo. Mas, de fato, se trata de duas coisas extremamente diferentes. Conseguimos nos vizualizar ficando com uma pessoa por muitos anos – ou, de repente, pra vida toda – mas todo mundo sente aquele frio na espinha de pensar que, se tudo der certo, terá que passar o resto da sua vida transando com a mesma pessoa.
É justamente esse pensamento que motiva uma boa parte das traições – pra nos livrarmos do fardo da exclusividade sexual eterna, traimos, afinal: melhor enganar do que ter que botar pra fora essa angústia reprimida.
Mas trair não é sua última opção. Os mais resolvidos perceberam logo que esse negócio de exclusividade sexual eterna é muito difícil e, invés de enganar, decidiram que uma outra escolha pode ser muito mais inteligente – propor para seu homem ou mulher, uma abertura sexual esporádica, em nome do prazer dos dois.
Por dentro dos labirintos
Escutar o nome “Casas de swing” desperta diferentes sensações nas pessoas. Algumas tem repúdio, outras uma enorme curiosidade, outros já ficam excitados só de pensar. O que muita gente não sabe é que casas de swing não são ambientes em que todo mundo se come, desde a recepção até o banheiro – essas casas podem ser uma balada bem normal, dependendo das suas intenções.
Pra quem nunca foi, eis uma pequena descrição: Há vários tipos casas de Swing ou baladas liberais – tem aquelas mais baixo nível, onde os homens têm cara de pervertidos e 98% das mulheres são garotas de programa (Sim, homens pagam uma fortuna para entrar nesses lugares sozinhos por isso, muitos contratam uma prostituta, pagam bem menos para entrar pois estão em casal e, ainda por cima, podem transar com ela e com outras dentro da casa). Outras, as mais indicadas são, a primeira vista, baladas comuns, com gente como a gente .
A pista é como uma pista de balada normal. Som, pessoas dançando e bebendo. Tirando o fato que, no meio da noite, você pode olhar pra cima e ver alguma dançarina fazendo strip no balcão do bar. A pista geralmente é o “esquenta” pra muita gente, mas você pode decidir ficar lá a noite toda se quiser.
Depois, geralmente no fundo da casa, rola o chamado “labirinto” – um lugar feito pra transar, que vai ficando mais cheio com o passar das horas. Dependendo da casa, você pode encontrar vários tipo de decoração, mas a maioria delas é feita de alguns cubículos individuais, que você pode entrar com quem quiser e trancar a porta. Geralmente há também uma janelinha que você escolhe se fica aberta ou não. Há também, na maioria dos lugares, uma parte aberta e comum, onde as pessoas transam – assim mesmo, sem se importar com quem está olhando (na verdade, muita vezes o barato deles está em perceber que as pessoas estão olhando).
O labirinto é uma area de clima pesado e de ar cheirando a sexo. Geralmente homens só podem entrar lá acompanhados (por que será?) e, se você ficar bobeando lá dentro, pode acabar sentindo mãos te tocando em lugares indesejados. Por isso, caminhar pelo labirinto exige uma certa atenção, mas nem lá você é obrigada a fazer algo que não esteja afim – o lugar é vigiado por seguranças que ficam atentos aos mais espertinhos e mal-intencionados.
 

Pra Não Estragar Tudo
Certo. Você decidiu que gostaria de fazer essa experiência com seu homem/mullher. Antes você precisa se certificar de algumas coisas:
1-    A vontade tem que existir igualmente nos dois.
Não adianta você querer que o seu marido/mulher pense da mesma forma que você – forçar a barra pode levar à experiências traumàticas e, no pior dos casos, até ao fim de um relacionamento bacana. Nunca pressione ou se permita ser pressionado.
2-    Façam acordos.
Se decidiram viver essa experiência, façam acordos. Conversem sobre tudo o que pode acontecer lá dentro, estabeleçam regras. Cada casal escolhe seus limites, mas uma coisa sempre tem que estar certa: vocês precisam estar lá em nome do prazer dos dois. Tudo o que for pro lado do prazer individual e egoísta, vai acabar gerando problemas.
3 – Vá sem pressão.
Não vá com a obrigação de que algo tem que acontecer essa noite. Muita gente vai pra essas baladas e acaba não ficando com mais ninguém, até porque, o clima e a experiência, já servem pra gerar fantasias que podem ser realizadas em casa.

É fato que essa é uma experiência que exige muita conversa e preparação para ser legal. Mas se existe confiança de verdade, pouca coisa pode dar errado.
E você, já viveu essa experiência? Tem curiosidade ou a ideia nem passa pela sua cabeça? Queremos ouvir comentários!

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